"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade"(2 Tm 2.15).
segunda-feira, 17 de março de 2014
domingo, 15 de dezembro de 2013
A instabilidade do ministério integral atual
O grande desafio para jovens obreiros
vocacionados ao ministério é se devem ou não “viverem da obra”. Constantemente encontros
obreiros que se dividem entre as tarefas cotidianas, emprego secular e a obra
ministerial, os chamados “obreiros de tempo parcial”. Estes, em seus tempos de
folga dedicam-se a obra do Senhor, e não são poucos os que fazem uma grande
obra, mesmo em tempo parcial. Por outro lado, há os “obreiros de tempo integral”,
os que vivem do salário e sustento da igreja. É uma vida de desafios, fé,
trabalho e confiança no Senhor.
O princípio do ministro assalariado
está nitidamente esboçado por Paulo, em 1 Coríntios 9. A passagem Bíblica deixa
claro que o ministro tem o direito de ser sustentado, para que possa devotar
todo o tempo necessário ao ministério. É importante ressaltar que o ministro
recebe o salário não porque é “ministro”, mas porque presta um serviço á Igreja
do Senhor. Não são raros os pastores e missionários que abriram mão de bons
salários e vida profissional para se dedicar unicamente a obra ministerial. Como
não serem, portanto, assalariados pela igreja? Jesus ao enviar os setenta
ensinou que “digno é o obreiro de seu salário” (Lc 10.7), e a igreja deve fazer
o seu papel de manter os seus pastores em condições dignas de prestar-lhes o
serviço sacerdotal. Mas, até onde o “ministério de tempo integral” é uma garantia
para o pastor e sua família?
Que ministério não é cabide de emprego
todos sabem, mas com toda certeza o serviço eclesiástico deve cercar o ministro
de garantias para a sua vida futura. Conheço um bom número de pastores que
estão a 30 (trinta), 40 (quarenta) anos no ministério. Abriram mão de tudo para
cumprirem o seu chamado, sua vocação. Seria justo, no final da vida, esses
obreiros serem desamparados ou esquecidos pela igreja a qual dedicaram toda a
sua vida? Claro que não. Alguém pode questionar o porquê de muitos destes
obreiros não construírem, eles próprios, uma garantia para o futuro. A resposta
é simples. A maioria de nossos ministros vive com salários modestos, com o
suficiente para a subsistência de sua família, diga-se entre R$700,00 e
R$1.200,00. Agora, me diga, como um obreiro que ganha esse salário, criando
filhos, será capaz de construir uma garantia para o futuro? Dificilmente. Não
se engane, a vida da maioria dos ministros de tempo integral é modesta e
cercada de necessidades, que são supridas dia a dia pelo Senhor. Não tenhamos
em mente apenas o ministério próspero de poucos pregadores e tele-evangelistas.
Na verdade, a vida do ministro de tempo integral atual está cercada de grande
instabilidade, e porque não falar em incertezas. Por parte de Deus? Não, dos
homens.
Hoje, meia dúzia de palavras é o
suficiente para que um pastor seja retirado de sua função. Se o ministro não
estiver pastoreando de acordo com o desejo do povo, este se levanta e pede a
sua retirada da igreja local. Não precisa muito. Está comum grupos se
levantarem nas igrejas para assumirem a liderança, e levarem as suas causas até
mesmo na justiça, desapossando pastores e líderes de suas posições. Obreiros que
não querem mais “deitar água” nas mãos de seus pastores (2 Rs 3.11), pelo
contrário, juntam-se a congregação de Corá (Nm 16.1-3) e levantam-se contra a
sua liderança. Infelizmente, muitas dessas vozes têm força em nossos dias, quer
por causa das influências ou favores devidos, e a voz do líder é calada, e seu
ministério desconsiderado. Com isto, pouco importa “os seus anos de casa”,
serviços prestados ao Reino, sofrimentos por amor a causa de Cristo, a história
passada, igrejas implantadas, projetos de sucesso, nada disto importa. Prevalecerá
a voz da incompreensão e da ingratidão. O ministério de tempo integral é um
desafio para poucos, pois que nem todos estão preparados para “tomarem o cálice”
que estes homens de Deus têm tomado.
Pastores integrais, que o Senhor seja
contigo nos dias maus que vivemos. Que a provisão de Deus esteja sobre a sua
casa e sua família. Que a sua geração seja abençoada e protegida pelo Senhor.
Não desanime em meio às crises. Não desfaleça diante das adversidades. Siga em
frente, crendo que em meio a tantas instabilidades, o que vos chamou permanece
Fiel (1 Ts 5.24) e completará em vós toda a boa obra (Fp 1.1-6). Permaneça fiel,
esperando firmemente aquele dia em que
ouvirá do Senhor da Seara: “Bem está,
servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no
gozo do teu senhor.” (Mt 25.21)
Em Cristo,
Samuel Eudóxio
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
PREGA A PALAVRA – 2 Tm 4.2
- Que Palavra devemos pregar?
-
- 1 – Palavra de Salvação
-
- A – Zaqueu – Lc 19.9
- B – Mulher pega em adultério – Jo 8
- C – Mulher samaritana – Jo 4
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- 2 – Palavra de Libertação
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- A – Endemoninhado gadareno – Mc 5. 1-20
- B – Filha da mulher cananéia – Mt 15. 21-28
- C – O ministério de Jesus foi marcado por Libertação - Is 61.1-3
- D – Libertação vem pelo conhecimento da Verdade – Jo 8.32,36
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- 3 – Palavra de Cura
-
- A – Mulher com fluxo de sangue - Mt 9.20-22; Mc 5.25-34; Lc 8.43-48
- B – Cego de nascênça – Jo 9.1-41
- C – O homem trazido por quatro amigos – Mc 2
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- 4 – Palavra de Poder
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- A – Não de mera filosofia – 1 Co 2.4
- B – A Palavra da Cruz é Poder de Deus– 1 Co 2.2; Rm 1.16
- C – Sinais e maravilhas – Hb 2.4; 2 Co 12.12; Mc 16.17,18
- Voltemos a pregar o Evangelho Cristocêntrico!
- Em Cristo,
-
- Ev. Samuel Eudóxio
sábado, 23 de novembro de 2013
JEFTÉ, O FILHO DA PROSTITUTA
Jz 11
O
homem quase sempre escolhe pessoas cujas famílias são bem aceitas na sociedade,
ou no meio em que vivem, para estar ao seu lado. Quase ninguém quer ter a companhia
de alguém cuja família está passando por problemas na justiça, drogas, álcool,
prostituição, ou outros problemas que poderiam manchar a sua reputação. Com
Deus não é assim.
Lendo
a Bíblia você encontrará várias pessoas que tinham tudo para ser um fracasso na
vida, mas que Deus mudou a sua história. Deus não vê como o homem (1 Sm 16.7),
pois este sempre vê o exterior, mas Deus vê o coração, as nossas intenções.
Jesus também, sendo Deus, olhava para as pessoas, e mesmo estas sendo
pecadoras, perdidas, Ele dava-lhes atenção cultivando nelas o sentimento de
valorização e utilidade (Jo 4; Jo 8.1-11; Mt 8.1-4; Jo 21.13-19; Mt 9.36; At
9.13-15). Deus não vê como o homem! Glória, pois, a Ele por isso!
Em
Juízes somos surpreendidos com um personagem que tinha tudo para “chutar o
balde” e viver uma vida de ressentimentos, revoltas, e quem sabe acabar de
maneira trágica. O nome dele é Jefté. Sua história está a partir do capítulo 11
de Juízes. O escritor chama-nos a atenção ao iniciar a história de Jefté
citando duas qualidades dele: “valente e valoroso” (Jz 1.1).
Há
muitos que estão rodeados de pessoas de boas qualidades, talentos, dons,
capacidades, são pessoas agradáveis, mas que ao ouvir sua história, quem sabe
sua origem, o seu juízo de valor a respeito daquela pessoa muda de imediato.
Jefté tinha qualidades, “era valente e corajoso, porém filho de uma prostituta”
(v. 1), e por ter nascido nestas condições seus irmãos o repeliram e lhe
disseram: “Não herdarás em casa de nosso pai, porque és filho de outra mulher”.
Mas Deus não vê como o homem!
A
Bíblia nos diz que Jefté fugiu de casa e se ajuntou a ele homens levianos (Jz
11.3). Isso me faz lembrar de outro grande homem de Deus chamado Davi, que ao
fugir de Saul para a caverna de Adulão, “ajuntou-se a ele todo homem que se
achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso,
e ele se fez chefe deles” (1 Sm 22). Mas isso é assunto para outra ocasião. Mas
há algo em comum entre os dois. Ambos foram desprezados, tinham um chamado e
sabiam lidar com pessoas problemáticas. Jefté trabalhou o seu problema pessoal,
foi moldado para ajudar os outros a resolver os seus problemas, se destacou-se
como líder deles e estava pronto para ser usado por Deus no momento certo e na
hora certa. E esta hora estava por chegar.
Passados
os dias, o exército de Amom combateu contra Israel. O exército desesperou-se
porque não havia guerreiros capazes de lutar e garantir a vitória do Povo
Escolhido. Era o momento e a hora de Deus usar Jefté, e diante do aperto “foram
os anciãos de Gileade buscar Jefté na terra de Tobe” (Jz 11.5). Era Deus
honrando o filho da prostituta. Deus não vê como o homem!
Naquela
batalha contra Amom, Jefté tentou resolver a questão de forma diplomática para
evitar o derramamento de sangue, mas sem resultados positivos. A guerra seria a
única saída, e para isso “o Espírito do Senhor veio sobre Jefté, e atravessou
ele por Gileade e Manassés; porque passou até Mispa de Gileade e de Mispa de
Gileade passou até aos filhos de Amom. Assim Jefté passou aos filhos de Amom a
combater contra eles; e o Senhor os deu na sua mão” (Jz 11.29,32). Deus deu a
vitória ao povo de Israel através das mãos do filho de uma prostituta. Deus não
vê como o homem!
“Deus
escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu
as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes” (1 Co 1.27). Não importa
os problemas que você esteja passando ou já passou. Não importa se sua origem
ou sua família seja a mais humilde. Não importa a sua posição social. Não
importa se você é um daqueles que como Jefté foi excluído por causa de
preconceitos ou algum juízo de valor mal formulado que fizeram de você. Para Deus
não importa de onde você veio, mas as suas convicções de para onde você vai. Creia
que Deus pode valorizar o que ninguém dá valor, e usar para seus propósitos as “coisas
vis e desprezíveis deste mundo” ( 1 Co 1.28). Ele fez isso com Jefté e pode fazer
com você também.
Em Cristo,
Samuel Eudóxio
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Samuel Eudóxio: DÉBORA: QUALIDADES DE UMA MULHER VITORIOSA
Samuel Eudóxio: DÉBORA: QUALIDADES DE UMA MULHER VITORIOSA: Juízes 4 e 5 1 – Era profetisa. (v. 4). As mulheres tem a boa fama de serem as colunas de oração de muitas igrejas. Mui...
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