Uma análise da liderança de Jesus a partir dos momentos finais de seu ministério terreno
RESUMO
Liderar sempre foi desafiador. Diante dos desafios da liderança, os líderes estão sempre à procura de exemplos de lideranças exitosas ou de perfis de grandes líderes nos quais possam se espelhar. No tempo em que vivemos, em que a liderança eficaz parece exigir sucesso midiático e resultados astronômicos, muitos preceitos básicos da liderança são ignorados em nome destes resultados. É aquela máxima de que “os fins justificam os meios”. No entanto, nós sabemos que na liderança cristã não é assim. Há princípios que precisam ser observados para que o verdadeiro líder cristão seja aprovado, não tendo do que se envergonhar. Nesse sentido, é a Palavra de Deus que tem as diretrizes, as normas, o padrão perfeito da liderança cristã. Nela encontramos muitos exemplos de líderes de sucesso, que viveram com o propósito de servir a Deus e o agradar, assim como para servir as pessoas no exercício de seu ministério. O objetivo deste artigo é abordar o nosso exemplo maior de liderança, Jesus, mas a partir de uma de suas últimas reuniões com seus discípulos antes da crucificação. Este material aborda o perfil de liderança de Jesus a partir da narrativa de João capítulo 13, quando o Evangelista narra a cena da última ceia e do momento em que Jesus lava os pés de seus discípulos. Faremos uma análise desde o primeiro versículo do texto, demonstrando que Jesus viveu uma liderança com propósito firme, sabendo do seu papel e destino, sem recuar, nos deixando o exemplo de uma liderança com foco nos objetivos. O texto evidencia também o amor incondicional de Jesus como líder, tendo habilidade de liderar e amar inclusive os seus opositores. Na leitura do capítulo 13 de João, vamos observar também que Jesus é o nosso maior exemplo de líder servidor, que mesmo sendo Deus, veio para servir e não para ser servido. Em tempos em que os interesses pessoais parecem sobressair aos interesses do Reino de Deus, esse modelo de liderança precisa ser lembrado, ensinado e copiado por aqueles que de fato querem servir a Deus com uma pura consciência, tendo Jesus como o nosso maior exemplo de liderança a ser seguido, em todos os aspectos.
Palavras-chave:
Jesus. Liderança. Servo. Servidor. Exemplo. Liderar.
INTRODUÇÃO
O texto do Evangelho
Segundo João, no seu capítulo 13, nos apresenta um cenário dos momentos finais
de Jesus com os seus Discípulos. A Sua obra estava prestes a ser consumada. O
trabalho que Ele viera fazer estava prestes a ser executado, ou seja, a morte
na cruz pelos pecados da humanidade. Vale lembrar que nestes momentos finais de
seu ministério terreno e de sua encarnação, Jesus está completamente consciente
de tudo o que lhe havia acontecido até aquele momento, e o que lhe sucederia.
São momentos determinantes do Seu ministério que definiria também o futuro do
ministério de seus discípulos. Os momentos finais da vida de grandes homens
costumam demonstrar quais eram os seus verdadeiros ideais. Esses momentos
finais variam desde arrependimentos por não terem vivido uma vida autêntica,
não terem valorizado as relações e a felicidade, ou até mesmo a consciência de
que fez tudo errado e agora é a hora do fim. Mas com Jesus é bem diferente. Ele
está prestes a entregar a sua própria vida pela humanidade perdida, e nestes
momentos finais ele não recua, mas deixa-nos, mais uma vez, um belo exemplo de
seu ministério servidor e o retrato da verdadeira liderança. Este texto
abordará exatamente isso, ou seja, os traços da liderança de Jesus que marcaram
aqueles simples homens da Galileia, o mundo de seus dias e que ultrapassou as
gerações e chegou até os nossos dias.
UMA LIDERANÇA QUE TEM OBJETIVOS BEM DEFINIDOS
“...sabendo Jesus que já era chegada a sua
hora...” (Jo 13.1)
O termo “chegada a sua hora” nos deixa claro que Jesus sabia desde o
início para que veio e que esta hora se aproximava. Ele sabia que a hora de
morrer pelos pecados da humanidade estava prestes a chegar. Em Jo 2.4 ele fala
com a sua mãe: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda
não é chegada a minha hora”. Este fato se deu no casamento em Caná
da Galiléia. O que Jesus estava dizendo aqui para Maria, sua mãe, é que uma vez
que ele operasse o primeiro milagre estaria iniciando a sua caminhada para a
cruz, e não teria mais volta. Isto deixa claro que ele tinha um objetivo bem
definido desde o início de seu ministério, mesmo antes de se manifestar
publicamente.
O mesmo termo é usado
pelo Mestre em Jo 7.30, 31: “Procuravam,
pois, prendê-lo, mas ninguém lançou mão Dele, porque ainda não era chegada a
sua hora. E muitos da multidão creram nele”. As reações das pessoas acerca
das palavras e atitudes de Jesus está intimamente ligado ao propósito de Sua
missão. O que fazemos, o que falamos, o que somos, as nossas atitudes, as
nossas decisões, fará com que as pessoas com as quais relacionamos e nos ouvem,
nos odeiem ou se unam a nós em nossos propósitos. Perceba que isto é claro
neste versículo de João 7. 31,31. Jesus acabara de pregar no Templo, e a reação
de sua pregação dividiu a multidão: Alguns “procuravam,
pois, prendê-lo” (30), no entanto, “muitos
da multidão creram nele”. Outros queriam o seu mal, mas não podiam porque a
“sua hora” não havia chegado. A “hora
de Jesus” é a sua morte, que resultaria também “na hora de sua exaltação e glorificação, e no poder da luz sobre o
poder das trevas”, e essa hora estava prestes a chegar.
Em Jo 12. 23,24 Jesus
anuncia aos seus discípulos pela primeira vez que a hora tão esperada era
chegada: “E Jesus lhes respondeu,
dizendo: É chegada a hora em que o Filho do Homem há de ser glorificado. Na
verdade, na verdade vos digo, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer,
fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto”. Perceba que nos versículos
anteriores Jesus disse que “não é chegada
a minha hora”. Agora, pela primeira vez ele exclama: “É chegada a hora”. As outras vezes que Ele expressa da mesma forma
estão em Jo 13.1 e Jo 17.1.
Neste texto Jesus é
abordado por dois de seus discípulos que lhe trazem um pedido: haviam gregos
que gostariam de ouvir Jesus. Por inferência, podemos entender que esses gregos
poderiam estar presentes quando Jesus lhes respondeu em Jo 12.23, a a resposta
inclua os gregos que estavam ali para ouvir Jesus. Eu acredito que assim seja,
até pelo fato da parábola que Jesus passa a expor leva a uma reflexão profunda,
e porque não dizer leva os sábios e entendidos a refletirem, mesmo que tal
parábola seja de entendimento fácil.
A parábola do grão de
trigo que precisa morrer para dar muito fruto é uma alusão clara a sua morte,
ao seu sepultamento e a sua ressurreição. Da mesma forma, ele estava ensinando
que os verdadeiros discípulos de Jesus não se prendem a esta vida com afeição
apaixonada. Aliás, se prender a esta vida com afeição apaixonada é a morte
impulsiva e permanente para qualquer um que deseja fazer a obra de Deus. A
entrega de Jesus ao propósito produziria frutos para toda a eternidade! E é
aqui que fica claro mais uma vez que em sua liderança Jesus tinha propósitos
bem definidos.
A “hora era chegada”, mas ela não
terminaria ali, mas passaria deste mundo para a eternidade, abrindo os portões
eternos para a humanidade perdida, reconciliando o homem a Deus através do
sangue remidor. “...sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste
mundo para o Pai...”. A
definição de seu propósito e a execução deste plano está intimamente ligada ao
relacionamento de Jesus com o Pai.
A verdadeira liderança tem objetivos bem definidos e deixa esses objetivos claros para os seus liderados. O líder não pode titubear ou ser inseguro em seus propósitos, ainda mais em um momento tão decisivo como aquele que Jesus estava vivendo, ou seja, os últimos momentos de treinamento da equipe que daria sequência no ministério da igreja. Se Ele falhasse a equipe também falharia; se Ele duvidasse do propósito, a equipe não levaria a plano adiante. Equipes se espelham e seguem líderes que tem propósitos bem definidos.
UMA LIDERANÇA QUE AMA INCONDICIONALMENTE
“...como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”.
(Jo 13.1c)
Em Jo 3.16 diz que “Deus amou o mundo de tal maneira, que
enviou o seu Filho”. Embora o amor de Deus pelo mundo tenha enviado o
Filho, foi o amor do Filho pelos seus que estavam no mundo o que fez com que o
sacrifício de amor se tornasse realidade.
A expressão “...até o fim” reflete somente a
conclusão temporal da encarnação, e parece não exprimir o verdadeiro sentimento
de João ao escrever essa afirmação.
O termo grego “eis telos”, traduzido
na maioria das versões como “até o fim” indica
grau no sentido de “plenamente”,
“absolutamente”. Macgregor escreveu: “Até
os limites máximos do amor”. Hoskis disse: “Ele os amou completamente e finalmente, até o final, até a morte”. Ele os amou incondicionalmente até o fim,
independente dos seus erros, fraquezas, limitações ou traições, como foi o caso
de Judas Iscariotes.
O
exemplo que Jesus nos deixou em sua liderança de amor incondicional é que
precisamos amar a todos incondicionalmente, sem seleção. Naturalmente, o ser
humano parece escolher a quem amar, abrindo o coração para quem lhe é mais
afeiçoado e apresenta vantagens ou retorno visível. Não foi isso que Jesus nos
ensinou com o “os amou até o fim”.
Amar até o fim é entregar a cruz no final, e não a deixar na beira do caminho. Amar até o fim é suportar o mais fraco até o final, e não o abandonar durante a caminhada evitando os contratempos. Amar até o fim é amar mesmo sendo traído, ferido, abandonado. Quão duro é ser líder no modelo apresentado por Jesus.
UMA LIDERANÇA QUE SABE LIDERAR A TODOS, INCLUSIVE A OPOSIÇÃO
“E, acabada a ceia, tendo o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse”. (Jo 13.2)
Sejamos sinceros, não é
fácil lidar com a oposição! Eu acreditava que esse tipo de coisa não acontecia
no meio Cristão, em especial entre líderes ou no ministério. Mas infelizmente
acontece! Enfrentaremos oposições até mesmo por pessoas que pensávamos estar ao
nosso lado. Até este momento, Jesus lidou com as oposições externas; mas a
partir daquele momento se manifestaria a oposição interna. O diabo,
personificação de tudo o que é mal, se apossara de Judas, que deixou que ele ocupasse
o seu coração para trair Jesus. Jesus sabia que Judas o trairia, mas mesmo
assim lavou os seus pés, em total demonstração de humildade e exemplo da
liderança que sabe lidar com a oposição. Situações como estas requer graça e
favor do Senhor na vida do líder. Existem momentos que ele terá que conviver
com o opositor, pedindo a Deus as estratégias necessárias para que não cause danos
ao rebanho. Se houver danos, que não seja por ações da liderança contra o
opositor fora do tempo e da direção de Deus. O líder precisa entender que a
oposição se manifesta por si só, e se não se consertar a tempo e se arrepender,
ela se auto destrói. O líder sábio identifica desde o início a oposição, desde
o nascedouro.
Uma reclamação aqui,
outra ali. Uma murmuração aqui, outra ali. Daqui a pouco o coração está tomado
pela insatisfação e nasce o rebelde. Jesus escolheu a Judas assim como escolheu
os outros 11. Judas era vocacionado. Jesus não chamou um traidor. Jesus chamou
Judas para ser um discípulo. No entanto, ser discípulo exige algumas renúncias
das quais Judas não estava disposto.
Jesus investiu todo o seu
amor e seu tempo em Judas, mas ele não entendeu o propósito da missão de Jesus.
É possível termos ao nosso lado, convivendo conosco, pessoas que infelizmente
não entendem os nossos propósitos e não estão alinhados com nossos projetos.
Isso faz com que nasçam discordâncias, contratempos, diferenças de pensamentos,
divergências, opiniões contrárias, dentre outros sentimentos que precisam ser
controlados com o devido cuidado para que não se transformem em insatisfaço e
por fim em rebeldia.
Judas opunha-se
periodicamente a tudo o que Jesus fazia, e em especial, cito o episódio da
adoração de Maria. Ora, quem estava sendo adorado e reverenciado era o Seu
Mestre amado, Jesus, mas ele se apôs e disse que era um desperdício o uso daquele
unguento derramado aos pés de Jesus (Jo 12. 3-19). O espírito que entrou no
coração de Judas ainda acha um desperdício todos os recursos que gastamos em
prol da adoração a Cristo!
Perceba que no texto que
estamos usando como base para a nossareflexão, João 13, no versículo 2 o diabo
colocou no coração de Judas o desejo de trair Jesus; já no versículo 27, após
comer o pão, Satanás entrou em Judas. Ele passou por um processo para se tornar
um rebelde opositor. Ele não nasceu um traidor; ele se transformou em um
traidor ao deixar que Satanás tivesse legalidade sobre o seu coração. Durante
todo este processo, Judas caminhou com Jesus e o Mestre não o colocou para fora
do ciclo apostólico porque ele sabia liderar opositores.
Se você é líder, Deus vai lhe dar graça para liderar a todos, inclusive os opositores. Liderar obedientes é como remar em águas tranquilas; liderar a oposição é como navegar em tempestade com a maré contrária. É difícil, mas não é impossível porque Jesus está no barco!
UMA LIDERANÇA SERVIDORA
“Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a
enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido”. (Jo 13. 3-5)
Lavar
os pés dos convidados era papel do servo, do escravo da casa, e não a função do
anfitrião que oferecia a ceia. O que Jesus fez foi rebaixar-se a altura do mais
humilde homem presente para dar o exemplo de líder servidor.
O
Evangelho de Jesus não aceita como lideres pessoas presunçosas, vaidosas,
soberbas. Aqueles que ocupam lugar na liderança cristã precisam ser revestidos
de humildade e terem um coração servidor. Recentemente ouvi alguém dizer que o
líder cristão que é cheio de si mesmo não tem condições de pregar sobre um Deus
que se esvaziou.
Jesus,
sendo Deus, deixou a Sua glória, “não
teve por usurpação ser igual a Deus, mas tomou a forma de servo” (Fp 2.7).
Esse é o modelo de servo servidor, aquele que se esvazia, mesmo podendo
ostentar. Aliás, a ostentação não cabe na liderança cristã. O líder cristão vai
servir a pessoas humildes da sociedade, em sua grande maioria, pessoas
trabalhadoras, assalariadas, que contribuem com fidelidade e alegria para o
sustento da obra de Deus. Por isso, o líder precisa ter cuidado com a
ostentação de bens, carros, relógios caros, casas luxuosas, dentre outras atitudes
que o desqualifiquem como líder que se esvaziou. Convém salientar que o
esvaziamento não é somente visto externamente, mas sem dúvida é refletido desta
forma. O líder precisa ser servo.
Nos Evangelhos, Jesus nos apresenta diversos textos que demonstram a sua liderança servidora, tais como Marcos 10.45: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” e Lucas 22.27: “Entre vós sou como aquele que serve”. O Mestre sempre nos deu o exemplo de líder servidor e no final de Seu ministério terreno lava os pés do seus discípulos para marcar para sempre no coração de seus seguidores que a essência do ministério cristão é servir e não ser servido. Se ainda resta dúvida acerca de qual é o seu papel como líder, te convido a rever os seus conceitos e imitar a Jesus, o Deus Servidor.
UMA LIDERANÇA CUJAS AÇÕES SÃO EXEMPLOS PARA OS SEGUIDORES
“Porque eu vos dei o exemplo...” v. 15
O
exemplo é construído por ações repetidas, que uma vez confrontadas com a
verdade das Escrituras e com aquilo que se prega é achado em conformidade, e
não em oposição. Tem muita gente que prega uma coisa e vive outra completamente
diferente, e mesmo assim querem estar em posição de liderança.
A
liderança cristã exige um padrão a ser seguido, copiado, tendo como molde as
Escrituras Sagradas. É nela que o líder vai encontrar o seu parâmetro de vida,
que uma vez vivido pode ser copiado.
Só
tem autoridade para reivindicar ser o exemplo aquele que vive em Cristo e
Cristo vive nele. Paulo escreveu para a igreja de Corínto: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo”. Paulo podia ser o
padrão a ser seguido porque ele mesmo já tinha se moldado a Cristo, o líder por
excelência. O líder cristão precisa ser o exemplo em várias áreas de sua vida
pessoal, espiritual e ministerial.
O
líder precisa ser exemplo de servo servidor, como já abordamos no ponto
anterior, ser exemplo no amor ao próximo, na sua dedicação e cuidado com a
família, exemplo no trato com os mais velhos, no compromisso com a sã doutrina
e ensino da Palavra de Deus, exemplo na oração, no zelo pelas coisas de Deus,
na consagração e santificação, na administração do dinheiro que pertence a
igreja, no trato com os companheiros de ministério, dentre tantas outras
coisas.
Para ser o exemplo, o líder precisa se apegar constantemente a Deus, a Sua Palavra e ao Espírito Santo, que o ajudará a vencer as lutas diárias a fim que permaneça fiel a quem o chamou e sirva de exemplo ao rebanho.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ser líder nos dias atuais não é
fácil. Vivemos em tempos de muitas vozes, de muitos modelos e métodos que
prometem a instituição perfeita e o líder perfeito. No entanto, como observamos
no texto bíblico analisado, João 13, podemos encontrar em Jesus o perfil do
verdadeiro e perfeito líder que nos ensina a lidar com os mais diversos
desafios da liderança cristã. A análise acima abordou aspectos da liderança de
Jesus a partir do texto de João no capítulo 13, e evidentemente poderíamos
citar diversas outras qualidades da liderança perfeita que encontramos em Jesus
ao longo de seu ministério. Mas os pontos abordados, se observados por aqueles
que servem a igreja, podem tornar a sua liderança mais eficaz e mais próxima
daquela que Jesus nos ensinou. Vale lembrar que liderar com excelência é a
repetição diária de pequenas ações positivas, corrigindo rotas diariamente,
nunca desistindo de sempre servir melhor. Que o Espírito Santo nos ajude.
Em Cristo,
Pr Samuel Eudóxio
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