sexta-feira, 24 de julho de 2009

Adorando na "beleza da santidade".

Encontramos na Bíblia duas referências sobre adorar na "beleza da santidade". As palavras foram ditas por Davi quando a Arca da Aliança fora trazida da casa de Obede-Edom para Jerusalém (1 Cr 15-16). Em 1 Cr 16.29, na última parte do versículo diz: "...adorai ao Senhor na beleza da Sua santidade" (VRC). Em Salmos 96.9a repete o texto, porém com um pequeno detalhe: "Adorai ao Senhor na beleza da santidade..." (VRC). No texto de Salmos não aparece a palavra "Sua" , como acontece em 1 Crônicas.
A pequena diferença no texto não tira a sua essência. Devemos adorar a Deus "na beleza da Sua santidade", referindo-se a santidade de Deus. Deus é Santo, isto é fato incontestável e a Santa Escritura dá testemunho disto. Que Deus deve ser adorado porque é Santo, todo cristão autêntico o sabe. Por outro lado, comentários do texto de Salmos diz que a santidade exigida deve partir do adorador, porque o versículo diz "na beleza da santidade", omitindo o pronome "Sua" que em 1 Cr 16.29 refere-se a Deus.
È muito simples. Deus é digno de ser adorado porque é santo. È dever do adorador apresentar-se a Deus em santidade.
Aquele que quer adorar a Deus não deve fazê-lo com sua vida de qualquer maneira. Para que a adoração seja aceita, Deus quer ver santidade no adorador (Ex 19.22). Lv 11.44 diz de forma clara: "...sereis santos, porque Eu sou santo...". Em Rm 12.1 Paulo adverte os romanos para "que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional". Aos coríntios o Apóstolo ensina que a santificação deve ser aperfeiçoada (2 Co 7.1). O escritor aos Hebreus diz que a santidade é um requisito indispensável para quem deseja ver o Senhor (Hb 12.14).
O cristão que reconhece a santidade de Deus e o sacrifício do Calvário, não se apresenta diante de Deus de qualquer maneira. Tem uma vida santa diante de Deus e testemunha disto na sociedade onde vive.
Que Deus nos ajude a melhorar a cada dia, até chegar aquele grande dia quando estaremos por toda a eternidade "adorando na beleza da Sua santidade".

Deus em Cristo vos abençoe.

Ev. Samuel Eudóxio.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Precisamos de mais conversão e não somente adesão.

Em dias que a palavra "Gospel" está em alta, ser evangélico virou moda e para muitos até meio de promoção pessoal. O mercado evengélico passou a ser disputado com unhas e dentes por cantores, "pregadores", estilistas e tudo quanto é seguimento de movimentação finançeira e comercial. O mercado é tão extenso que até administradoras de cartões de crédito e telefonia celular já fecharam contratos por aqui, levando o nome de algumas denominações em suas campanhas publicitárias e é claro, tendo muitos clientes "fiéis" (muitos nem tão fiéis assim).
O que quero dizer é que o evangelho deixou de ser uma religião minoritária e passou a ser quase a maioria. O que preocupa é estamos tendo uma grande massa que estão se "aderindo" ao evangelho e não se convertendo a Cristo.
Conversão é mudança de direção. É renunciar o mundo por amor a Cristo. È tomar a cruz e seguir a Cristo.
Adesão vem de "aderir", que segundo o Aurélio significa "abraçar partido, empresa, causa, seita". Adesão, ainda segundo o amigo Aurélio é "manifestação de solidariedade a uma idéia, a uma causa; apoio".
Para nos tornarmos membros de Cristo, precisamos mais do que uma simples adesão. Precisamos nos despojar do "velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano". (Ef 4.22). Precisamos nos tornar novas criaturas (2 Co 5.17).
Definitivamente precisamos de mais conversão e menos, simplesmente adesão. Os "aderidos" são sal que não tempera, luz sem brilho, religiosidade. O convertido tempera porque é o sal da terra, ilumina porque é luz em um mundo de trevas, é mais do que religioso, é cristão autêntico.


Pense muito nisto.
Em Cristo,
Ev. Samuel Eudóxio.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Este dia é dia de boas novas, e nos calamos..."

A frase do título foi expressada por quatro leprosos que se banqueteavam no arraial dos siros, enquanto que em Samaria a fome era tão grande que chegou-se a praticar o canibalismo (2 Rs 6. 27-29). Além de comer e beber eles passaram a esconder para si prata, ouro e vestes. Ao ler o texto ( 2 Rs 7 ), me veio a mente a situação do mundo em que vivemos. Semelhante a Samaria, o mundo atual está cercado de pecados e escravidão, e as pessoas têm fome e sede de salvação como nunca se viu na história. Todo o materialismo, a tecnologia e os bens terrenos não são suficientes para matar a fome espiritual que atinge milhões de almas em todo mundo.
O que fazer? Perguntamos.
Cristo nos dá a mesma resposta que deu aos discípulos quando estes queriam despedir a multidão faminta: "Dai-lhes vós de comer." (Mc 6.36).
Nós temos as Boas Novas de salvação para a humanidade, porém, muitos de nós, tal qual os quatro leprosos, saciamo-nos dos benefícios da salvação, comemos do "Pão da Vida" e guardamos tudo conosco.
Mais do que depressa, precisamos nos lembrar dos milhares que perecem sem Cristo e dizer como os leprosos: "Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nos calamos..." (2 Rs 7.9).
Vamos cumprir com urgência a ordem imperativa de Jesus: "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Éspírito Santo;" (Mt 28.19). "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Mc 16.15).

Medite nisto.

Ev Samuel Eudóxio.

domingo, 19 de julho de 2009

Não tem "graça" este evangelho!

Muitos estão transformando o Evangelho da Graça, em uma religião "sem graça". Condicionam a salvação em artifícios humanos, excluindo totalmente o sacrifício de Jesus na cruz e seu objetivo. Qual é o resultado disto? A resposta é simples: adesão ao evangelho e nada de conversão verdadeira. Uma vida cristã sem saúde espiritual e sem compromisso com a Palavra de Deus. Uma conduta cristã igualada ao mundo, onde não se sabe mais quem é quem. Religiosidade e nada de mudança de vida.
As igrejas, principalmente as Neo-pentecostais, geram seus crentes e não dão o alimento necessário para seu crescimento. Nada de discípulado, nada de ensinamento, nada de Bíblia! Crentes anêmicos, figueiras sem fruto, ávores sem raíz. È isto que vemos.
O pôrque disto? È simples. È muito mais fácil oferecer um evangelho de trocas, do que de renúncias. È mais fácil pregar um evangelho de bens temporários, terrenos, do que ensinar aquele que é do céu, que exige mudança de vida, testemunho, vida com Cristo!
Voçê já ouviu alguém contar um piada "sem graça", onde quem ri é apenas quem a contou? È por aí. Tem muita gente pregando um evangelho sem a verdadeira Graça de Cristo, e implantando um "sem graça", onde quem ri são aqueles que têm suas contas bancárias favorecidas.
Misericórdia, realmente isto "não tem graça"!

Ev. Samuel

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Maravilhosa graça!

"Deus, pela graça, realiza a salvação e, na plenitude dos tempos, envia seu Filho, que é morto pelos pecados dos homens, e que ressurge, vencendo a morte pela vida, possibilitando a vida abundante para o homem espiritualmente morto.
Deus, pela graça, justifica o pecador, e o considera seu filho, uma vez que Jesus Cristo assumiu, antes, a posição do homem.
Deus, pela graça, regenera o ímpio que se arrepende e crê, transformando um vaso quebrado num vaso de honra, onde o Espírito Santo habita, depois que o homem se converte, e à medida que permite a Sua atuação.
Deus, pela graça, glorifica o homem, que sempre viveu na esperança de encontar-se, face a face com seu Criador, liberto das dificuldades e limitações que o rodeiam enquanto vive neste mundo.
Hoje, mais do que nunca, quando voltamos os nossos olhos para a história da salvação, testemunhamos o ser humano sendo beneficiado com as maravilhosasbençãos de Deus, outorgadas através de Sua graça."

Fonte: O homem em três tempos; Tácito da Gama Leite Filho; CPAD; 2ª Edição, 1984; pág. 155, 156.